Um dos advogados que compõem a defesa de João de Deus, Thales Jayme
disse que foi informado sobre o mandado de prisão, mas não tinha
recebido o documento até as 12h30. Ele declarou também que não conseguiu
falar com médium nesta manhã.
“Nós recebemos um contato informando que havia um decreto de prisão,
para tratarmos uma forma do João se apresentar de uma forma menos
traumática e que ele esteja em segurança. A minha opinião é a de que ele
se apresente”, disse o advogado.
Por sua vez, o advogado Hélio Braga, que também integra a defesa do
médium, ressaltou que o cliente é inocente. "Nós enquanto defesa,
continuamos contestando com veemência todas as acusações. Não
acreditávamos na decisão nesse sentido, perante a total falta de
provas”, declarou.
Em nota, a Polícia Civil informou que "se empenha em dar cumprimento à referida determinação judicial".
Na quarta-feira, o Ministério Público Estadual de Goiás (MP-GO) protocolou um pedido de prisão na promotoria de Abadiânia. No entanto, não se sabe se este é o pedido que originou a decisão.
Última visita à Casa
Na manhã de quarta-feira, João de Deus compareceu à Casa Dom Inácio de Loyola, onde realiza os trabalhos espirituais, pela primeira vez desde que as denúncias vieram à tona. Durante os poucos minutos que ficou no local, ele disse que era inocente e que confiava na Justiça de Deus e dos homens.
“Meus queridos irmãos e minhas queridas irmãs, agradeço a Deus por
estar aqui. Ainda sou irmão de Deus, mas quero cumprir a lei brasileira
porque estou na mão da lei brasileira. João de Deus ainda está vivo. A
paz de Deus esteja convosco”, diz João de Deus.
A assessora de imprensa do religioso, Edna Gomes, afirmou, após as
declarações, que o médium era inocente, mas que as denúncias eram graves
e deveriam ser apuradas.
Denúncias
O MP-GO e Polícia Civil investigam, de forma independente, a suspeita de crimes sexuais desde segunda-feira
(10), depois que o programa Conversa com Bial divulgou o relato de 10
mulheres que disseram ter sido abusadas sexualmente pelo médium.
A polícia informou que, até quinta-feira (14), recebeu 14 denúncias
formais contra João de Deus, sendo que 13 mulheres já foram ouvidas. Já o MP-GO contabiliza o contato de mais de 300 pessoas.
(G1)
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